quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Liverpool: Terra dos Beatles- 14 a 15 de setembro.





Devidamento orientados pela família que nos hospedava, saímos da estação Hampton as 7: 51 da manhã, descemos na de Vaxhall às 8:29, trocando a linha de trem para  a Victoria Line , chegando à estação Euston às 8: 52. Nosso trem para Liverpool saía às 10:07, de modo que tivemos bastante tempo para comer algo e ainda observar o movimento .
Viajamos pela companhia Virgin TRains (http://www.virgintrains.co.uk/) , pagando pelo trajeto, de ida e volta, 47 libras, por pessoa. Vale ressaltar que compramos tudo on-line, do Brasil mesmo, sem nenhuma complicação. Do trem, pudemos observar que a vegetação inglesa é bem rasteira, recortada por rios, romântica, bem estilo Jane Austen, daquele filme Amor e Preconceito. Por fim, chegamos em Liverpool as 12:15.

  Fui procurar informação sobre o hotel que ficaríamos e estava receosa de não entender o sotaque das pessoas do norte da Inglaterra. Pra minha surpresa, consegui compreender perfeitamente que nosso hotel, the Liner at Liverpool, ficava na esquina da estação, localizado no bairro mais famoso de Liverpool:  The Lime Street!



  Fizemos a reserva deste hotel (http://www.theliner.co.uk/) pela bancorbrás (www.bancorbras.com.br). Falando neste clube, uma dica importante: na minha opinião, a bancorbrás tem ótimo custo benefício para as grandes capitais nacionais, mas o mesmo não acontece para hotéis internacionais. Além do que pago mensalmente, como usuária especial, que é mais caro, ainda tive que pagar um suplemento de 47 Libras! Então, tenham cuidado na hora de reservar. Às vezes, vale a pena pagar por fora os hotéis internacionais e usar as diárias do clube em hotéis caros, no Brasil.
Ainda bem que o hotel era uma gracinha! Hiper confortável! Nosso quarto tinha banheira, cama king, bem gostosa e chaleira elétrica, com chá e café disponível. Aliás, o chá é um dos símbolos nacionais ingleses! Tínhamos uma vista para a cidade privilegiada! Não vou mentir: a experiência de ficar com amigos, em outro país, é maravilhosa! Mas, é muito bom ter um tempo só pra nós! 
Como passaríamos apenas uma noite, começamos a desbravar a cidade. Queríamos chegar no Museu dos Beatles e, neste trajeto, fomos conhecendo um pouco de Liverpool. Já na saída do hotel, nos deparamos com uns monumentos incríveis, em homenagem aos homens que “caíram” na segunda Guerra Mundial.
 
A cidade é da cor de tijolo aparente, meio alaranjada, mas muito bonita, com muito verde. O pessoal na rua é muito educado! Notamos uma grande concentração de pessoas idosas e até pensamos que não seria uma má idéia se aposentar e morar ali.
 
Finalmente, chegamos ao Museu dos Beatles, que ficava em um píer, com vários shoppings e restaurantes. Confesso que, por mais que gostasse dos 4 fabulosos, assim nomeados na entrada do museu,  estava com um pouco de preguiça e com dó de pagar o valor da entrada, que era 15 L por pessoa. Assim, ficamos apenas na entrada mesmo.


O píer era muito bonito, mas fazia frio, com um vento que aumentava a sensação térmica de gelo, o que desestimulava o passeio. Chegamos ainda perto do mar (não sei se era mar ou rio), mas logo demos meia volta e procuramos um local fechado, a fim de nos aquecer. Como planejávamos jantar, fizemos apenas um lanchinho.



Depois, começamos a rodar a cidade e, como de costume, nos deparamos nas lojas usuais: Primark e sports direct. Com relação a esta última, uma dica: dê uma passada na seção infanto-juvenil. Como os adolescentes de lá são muito altos, a gente acaba garimpando muita coisa bonita e barata. Por exemplo, compramos 2 agasalhos lindos, da Umbro e da Lions Dale, por 12 libras, cada. No Brasil, sairia por 90 reais, no mínimo. Além das compras usuais, uma novidade: achamos uma loja de “tudo por 1 libra”, que é um espetáculo!  Os produtos nem se comparam com os comprados nas de 1,99 no Brasil! Vai de utilidades para casa, alimentação, artigos pra cachorro, papelaria, livro, etc. Eu comprei tanta bujinganga: chocolate (em especial “Mars”! Parece um lolo gigante!), bolinha pra cachorro, bujinganga, adesivo de tirar espinha, etc... Nesta loja, até meu esposo, que detesta shopping, acabava passando a tarde comprando. Depois, a gente ficava com uma sensação meio que ruim, de consumista, aliviada, apenas, pelo fato de terem sido compras que custaram até três vezes mais barato que no Brasil!
Voltamos para o hotel, enrolamos um pouquinho e fomos jantar. A partir das indicações do site www.tripadviser.com, decidi pelo restaurante Puscha (http://www.puschka.co.uk ), que ficava na Rodney Street. 


 Fomos andando, já que ficava perto do hotel. O local era hiper moderno, contemporâneo. Chegamos antes das 6, para aproveitar o “early evening price” ( preço reduzido da tardinha) . O valor é de 19 l, por pessoa, para um Menu completo ( entrada, prato principal e sobremesa), mais uma taça de vinho. A comida estava boa, diferente, não chegou a ser extraordinária, mas gostosa e valeu pelo local, que não era turístico e podemos ver os nativos de Liverpool.  Pagamos 40 L, o casal. O preço foi um pouco salgado,mas como passaríamos apenas uma noite na cidade, queríamos aproveitar o melhor que ela pudesse nos oferecer. Enquanto estava jantando, fiquei pensando o quanto havia planejado ter ido aquele restaurante , em especial! Como sempre, agradecíamos à Deus, fazendo nossas orações com o coração cheio de alegria e reconhecimento.
No outro dia, levantamos cedo. Como estava ventando muito, nem fomos correr. O café da manhã, no hotel, foi muito bom, sem deixar nada a desejar. As frutas eram tipo em conserva, mas estavam deliciosas. Tinha umas laranjas esbranquiçadas, que já vinham cortadas: uma delicia. O cozinheiro fazia os ovos na hora e, como eles gostam de gema mole, pedimos um pouquinho mais bem passado! Os Paes ingleses são muito saborosos, sem falar nos bolos! Aproveitamos! A comilança foi tanta, que nem quisemos almoçar.
Depois, como de costume, rodamos a cidade, compramos mais! (Me senti fútil, mas era tão barato!), comemos comida japonesa e, já de noitinha, pegamos o trem de volta.
Chegamos em Hamptom- Londres , na casa de nossos amigos, hiper tarde. Como tínhamos a chave da casa, subimos para o nosso quarto de fininho, sem fazer barulho, pois todos dormiam. Ainda hoje, me emociono com este gesto do Aydan, de nos conceder uma cópia da chave de sua casa, com todos seus pertences, inclusive os mais preciosos, que eram esposa e filhos. Considero este gesto o “cúmulo da confiança”. Esta ação vale uma reflexão. Sei que é difícil abrir a porta para quem não conhecemos, mas quando alguém age assim conosco, contrariando o senso comum, somos obrigados a repensar nossas prioridades e o quanto somos apegados a coisas que não nos agregam valor algum, ao contrario, nos limitam em nossos relacionamentos. Sei que vivemos dias maus, mas a hospitalidade é um fruto do Espírito Santo. Tem gente no Brasil, inclusive da família, que come e bebe conosco, mas não nos confiam sequer uma casa de veraneio, na crença de nosso descuido! Não temos ressentimentos disto e jamais deixaremos de amar pessoa qualquer por nos negarem algo, porém não pude deixar de dormir com um sorriso nos lábios. Era bom saber que éramos vistos de forma diferente por pessoas que conviveram conosco por tão pouco tempo.  Aquela família, pela segunda vez, nos considerava como pessoas dignas, não só de confiança, mas de partilhar da intimidade deles. Este sentimento constrói e aumenta a estima da gente. Dá vontade de melhorar, ser e agir melhor, como pessoa, a fim de manter este crédito!
Acho que dormi com este sorriso nos lábios. Tanto pelo sentimento de calor humano quanto pela expectativa: daqui dois dias iríamos para Paris, onde passaríamos quatro noites! O Flavio, inocente, nem sabia que eu havia comprado dois ingressos para o show do U2, no Stade de France. Aguardem notícias de como foi!









quinta-feira, 18 de agosto de 2011

PRESENTE DE CASAMENTO GREGO : LONDRES, LIVERPOOL, PARIS E CRETA.

Tudo a partir de um convite...

O mini-tour europeu encontrou oportunidade a partir de um convite de casamento feito por um amigo nosso , inglês, que hospedamos, em 2003, no nosso pequeno apartamento, localizado numa cidade satélite de Brasília. Esta desinteressada gentileza frutificou em duas maravilhosas viagens que fizemos à Europa, uma em 2006, que ainda postarei, e a que relato agora, ocorrida em 2010.

Além das informações triviais, registramos impressões e sentimentos, acerca dos lugares e pessoas que conhecemos. Espero que este texto incite o espírito aventureito para lugares inusitados, bem como sobre o valor da amizade, mesmo aquelas do outro lado do atlântico , do mediterrâneo, etc .

  • A fim de resguardar a privacidade de nossos amigos, usaremos nomes fictícios. A letra L nomeará a moeda libra e a E o euro.



LONDRES: 07 a 14 de setembro.

Imigração e hospedagem ao estilo Inglês

Saímos de Brasília no dia 06 de setembro, perdendo a festa de aniversário de uma grande amiga, mas acho que ela entendeu o motivo rsrs. Fomos pela Tam (www.tam.com.br) pagando uma média de 2.300 reais, pelo trajeto de ida e volta. Achamos o serviço de bordo fraco. Ainda prefiro a Air France. Depois de 11 horas de vôo, chegamos em Londres e fomos passar pela desagradável imigração. As perguntas corriqueiras feitas por eles são: O que vieram fazer aqui, onde e quanto tempo ficarão. Quando falei que estava indo para um casamento, o agente me perguntou porque ficaria tanto tempo na Europa, se iria apenas para um casamento. Quando expliquei que viajaria para outros lugares, ele me pediu provas. Orgulhosamente, puxei minha pastinha de dentro da mochila, com todos os meus vouchers e documentos que comprovavam o que dizia. Por fim, o rapaz da imigração foi tão simpático que ainda me disse que a academia de polícia, que ele freqüentara, ficava no mesmo bairro em que ficaríamos em Londres.

Passado este mal necessário, seguimos para a central de ônibus, pegando o de numero 111, no valor de 4 libras. Descemos em Hamptom, bairro de nosso amigo, Aydan, onde sua futura esposa, Sarah, já nos aguardava. Eles já moravam juntos e tinham duas filhinhas, lindas!

A casa dele era linda, clean, moderna e muito funcional. Já na entrada, tivemos que tirar o sapato tendo, inclusive, um carpete recortado no piso de madeira, para delimitar o local de deixá-los. Eu não entendo porque tirar os sapatos para entrar na casa dos outros tem que ser um tabu no Brasil. A gente fica tão mais confortável...No primeiro pavimento, ficava a sala de TV, biblioteca, cozinha, sala de jantar e jardim. No segundo pavimento, os três quartos da família com banheiro social e suíte e, por fim, no terceiro, apenas nossos aposentos! Uma suíte com toda privacidade e conforto: uma king size, um carpeto fofinho pra proteger do frio, banheiro privativo e o céu, visto pelo pedacinho do teto de vidro, que dava abertura para o telhado, como se fosse um sótão ou algo parecido. Jenna nos preparou um delicioso jantar: frango assado com legumes. Eles assam todos os legumes, junto com o frango, com casca e tudo, mas fica uma delícia. Lembro-me de pimentão, abóbora e batata

Depois do jantar, fomos entregar os presentes: brincos para as meninas, camisa do Flamengo oficial para ele, livro com fotos do Brasil para ela e, por fim, como presente de casamento, uma rede confeccionada por índios no Brasil. Infelizmente, quando meu amigo abriu a rede, ela já estava soltando uma das amarras que dão sustentação. Fiquei hiper envergonhada. Devia ter conferido se o presente estava em bom estado, em especial quando chegou da lavanderia. Vexame à parte, fomos dormir. Afinal, Londres nos aguardava!

O bairro de Hamptom, Kingston, atrações turísticas, comida e compras!!!

De manhã, fomos correr e pudemos ter noção do especialíssimo local em que estávamos. As casas são lindas, feitas com tijolo à mostra, com portas brancas. As ruas são limpas e organizadas, com muito verde. Pude perceber vários parques , sem falar no Rio Tamise, que sempre ressurgia nas esquinas que dobrávamos. Há calçadas para pedestres, mas os carros passam bem rente ao meio fio. Eu apenas pisei no asfalto para desviar de uma senhora e quase fui atropelada, me esquecendo que eles dirigem pelo lado direito. O motorista quis me matar, mas com toda educação, disse que não morava ali e ficou tudo bem.


Depois da corrida , fomos para Kingstown. Um bairro de compras. No caminho, nem pude acreditar quando passamos pela palácio do Henrique VIII, Hampton Court! Não deu pra segurar a emoção! Que lugar lindo! Toda a área externa era aberta ao publico, incluindo os jardins. A gente gostava de ir andando para Kingston, só para poder para no palácio e usar o banheiro, que era pra lá de bom .

Por fim, chegamos a Kingstown, paraíso de compras e gastronomia. Quem pensa que a Europa é caríssima está enganado. É só saber andar e sair do circuito turístico. Ritualmente, íamos a Primark (www.primark.co.uk), que eu amo para comprar roupa básica. Pra ter uma idéia, comprei um moletom completo, que aqui, na Hering, só a blusa custa 90 reais, por 8 L, o equivalente a 24 reais. As camisetas básicas, brancas e de toda cor, saíam por menos de 3 L. O cachecol por 3, 50! Ainda, fui à TK Max (www.tkmaxx.com) um tipo de outlet do outlet, que vende roupas, cosméticos ,artigos para casa e decoração, tudo de grifes caras. Achei as lojas dos Estados Unidos, do mesmo estilo, melhores, mas comprei um secador digital por 20 L, mais ou menos 60 reais, sem falar nos cremes da Bed Headed que custavam 5 L. Outra loja que nos esbaldamos foi a Sports Direct ( www.sportsdirect.com ). Comprei um Asics dos caros por 60 L, mais ou menos 180 reais. Agasalhos por 12 L e por aí vai. Tem ainda a loja Bentals ( www.bentals.co.uk ), bem mais cara, mas que vende muita coisa legal. Em Kingstown achamos até uma igreja batista!

Voltando pra casa, Sarah nos esperava com um jantar: fagitas, uma comida mexicana feita com frango, molho de tomate e sour cream ( parece um creme de leite requeijão). Ainda tinha cole slaw ( uhhh, salada de cenoura com repolho e molho) . A mãe dela estava presente e nos comprometemos a preparar uma feijoada, no sábado. Que responsabilidade!

No outro dia, fomos comprar os produtos da feijoada. Como transporte, optamos pelo Day Pass, que é um ticket de 7 L ( mais ou menos 21 reais), onde você roda Londres todinha, embarcando quantas vezes quiser, tanto em ônibus como em trens , de 6 horas da manhã até 1 da madrugada! Hampton fica longe do centro , então valeu muito à pena! Se não usar o Day pass você vai pagar,por cada trajeto, uma média de 4 libras (www.londonpass.com/london-transport) .

Descemos na Victoria Station, uma das mais tradicionais. Compramos os produtos da feijoada em uma loja portuguesa, Delícias de Portugal (End: 43 Warwich Way- Wandsworth Road- Ficava perto da estação Vitoria, no fim da rua). Gastamos 21 L com lingüiça estranha , que até hoje não sei se era paio ou calabresa ( era vermelha e soltava água vermelha), e também outra tipo chouriço; bacon; pé de porco; carne seca. O feijão, a farinha e a cachaça já haviam sido tragos por nós, do Brasil.

Almoçamos na rua, pagando mais ou menos 5 L, por uma comida tipo chinesa, na estação mesmo. Por falar a estação Vitoria parece um Shopping! Tinha loja da Swatch ( www.swatch.co.uk ), com os relógios do mesmo preço dos Estados Unidos, ou seja, um terço do preço cobrado no Brasil. Pra ter uma idéia, um relógio que custava 700 reais no Brasil, saiu por 300. Ainda, passei na Lush ( www.lush.co.uk ), uma loja que vende sabonetes artesanais, da Inglaterra mesmo, que dá vontade de comer. Tem até xampu em barra, pra ter uma idéia. Gastei 18 L lá, muito mais barato do que gastaria em similares que tem no Brasil, com qualidade inferior de produtos.

Passadas as compras, fomos aproveitar o centro. Passamos pelo palácio de Buckham, tiramos fotos nos monumentos vitorianos, pegamos a tradicional chuva no Hide Park e terminamos o dia no London Eye, pagando o valor de 17,5 L pelo passeio. Valeu a pena: Londres é linda, também de cima. Entretanto, sem querer ser patriota, ainda prefiro a vista do Cristo Redentor.

No outro dia, fomos a Kingstown, repetindo o ritual: ir a pé, para passar pelos jardins de Hampton Court, passar pela paisagem do Rio Tamise ver as casas.


Tinha um ponto em especial que eu gostava de ver, que era um bar chamado Cardinal Wolsey. Este cardeal fora um dos primeiros conselheiros do rei Henrique VIII e um dos primeiros a ter fim trágico. Eu fiquei tão impressionado com a história deste monarca que, inclusive, até escrevi um texto sobre adoção inspirado na historia dele. Na verdade, para mim, o barato de Londres era ver os lugares históricos que estudara. Em Hampton tinham casas tombadas que diziam: Sir fulano morou aqui... Sempre fazendo referencias a pessoas ilustres do passado. Quando criança, meus pais me presentearam com uma coletânea de livros chamada “O mundo da Criança”. Eu amava o volume “lugares a conhecer”. Agora, em Loco, eu podia me emocionar por vivenciar aqueles lugares especiais do livro que, na época, jamais imaginara conhecer. Realmente, Deus faz muito mais do que sonhamos e imaginamos.

Em Kingstown, o ritual de pra passear nas lojas e comprar coisa barata se repeitia. A novidade foi encontrar um restaurante turco: o Cappadoccia (www.cappadociarestaurant.co.uk) . Era mais caro que o usual, uma média de 13 a 15 libras, mas valia à pena. Eu sempre pedia o menu do dia. A porção era bastante farta e tinha muito churrasco. Tinha um picadinho de cordeiro, também delicioso! Eu achava que tinha achado o melhor restaurante de Kingstown. Ledo engano. Mesmo rodando aquele bairro, de cima a baixo, nada mais seguro do que alguém, nativo, para indicar aquele lugarzinho especial que só sabe quem mora. No sábado, nosso casal de amigos nos levou para almoçar no descoladíssimo Carluccios (www.carluccios.com ).

Um restaurante italiano agradabilíssimo, reservado e muito bem freqüentado. A média de preço era parecido com o do Capadoccia. Quando for à Inglaterra, tenham o prazer de comer no Carluccios. Ele tem em vários bairros de Londres e do reino Unido. É só procurar no site. O bom é que a maioria dos restaurantes já deixa o Menu on line e, assim, a gente, antes de ir, tem como ou não, dinheiro para pagar a conta.

Ao final do dia, a esposa do nosso amigo, sempre nos esperava com algo para jantar. Reconhecemos que deve ter sido duro para ela, ter que cuidar de duas crianças, organizar casamento e ainda nos receber. Ficamos e somos, ainda, muito gratos.

Feijoada’s Day

Dia da feijoada e almoço marcado pra 13 horas! Quebramos o protocolo porque inglês gosta de jantar, mas a galera tava curiosa pra saber que comida era aquela. Como convidados tivemos a família da noiva: mãe, amiga de infância da mãe e o irmão. Da parte do nosso amigo, apenas ele e as meninas. O resto da família já estava na Grécia, organizando o casamento.

Começamos cedo. O feijão ficou de molho e, como não tinha panela de pressão, foi cozido aos poucos mesmo. O Flávio me ajudou em tudo! Ficou do meu lado, cortando cebola, lavando a louça... Um verdadeiro gentleman. Nestas horas a gente agradece muito a Deus em ter uma pessoa tão especial do nosso lado. Pra fechar com chave de ouro, ainda, atuou de barman, já que a caipirinha não podia faltar.. Seguindo a receita de um amigo nosso, usou cachaça 51 mesmo! Adicionando açúcar, gelo e limão.

Enquanto isto, eu cuidava da feijoada. Uma das lingüiças portuguesas era “vermelhona” e soltava um caldo da mesma cor na feijoada. Parecia que tínhamos botado corante. O pé de porco era tipo defumado, mas como não estava salgado parecia ter um cheiro meio estranho. Ainda bem que os detalhes não interferiram no sabor: ficou uma delícia! Tinha laranja, algo parecido com couve, farofinha de cebola, arroz tio João ( levamos do Brasil) e a feijoada! Antes do banquete, agradecemos a Deus e a eles por nos receberem com tanto carinho. O agradecimento foi retribuído com entusiasmo. Apesar da comida ser tão peculiar, penso que gostaram. Com exceção da noiva, todo mundo repetiu! Ao final, de sobremesa, banana flambada , ao molho de laranja, com sorvete de creme. Fechamos com chave de ouro!

Depois, fiquei conversando com a mãe da noiva e sua amiga sobre o Brasil, minha casa, minha vida, etc. Elas foram muito gentis e me ensinaram como faria para chegar a estação de Eustou, já que , partindo dela, iríamos para Liverpool, terra dos Beatles.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

De volta pra casa.







O Flávio levantou bem cedinho e foi correr, enquanto eu ainda roncava. Quando voltou, estava maravilhado porque finalmente vira São João Del Rei. Ao amanhecer, ele pôde perceber melhor a beleza da cidade: a estação de trem, bem ao estilo Irlandês; o som do rio que corta da cidade; a tecelagem de mais de um século de funcionamento, os pássaros, os prédios barrocos...

Tomamos café e botamos o pé na estrada às 7: 40. Cortamos a serra, rumo a BR-040, passando por Prados, Coronel Xavier ( diz que lá tem um alambique que foi da família de Tiradentes, por mais de 7 gerações), Lagoa Dourada (cidade do rocambole, iguaria introduzida por um tal Yossif, libanês, há mais de 100 anos! Uma delícia, leve e não é tão doce! 18,00 o kilo- No caminho pare na loja chamada : “ O legítimo rocambole”), até Conselheiro Lafaiete, onde finalmente alcançamos a BR duplicada. Esta parte do caminho é muito bonita. Passamos, ainda, já em Sete Lagoas, no restaurante Engenho, para comprar lingüiça e queijo, mas vale a pena almoçar lá porque o lugar é lindíssimo e barato, algo em torno de 22 reais para um bufet maravilhoso!A estrada até que estava vazia, com excessão do trecho Cristalina - Brasília que é bem movimentado e difícil de ultrapassar.

Enfim, sem maiores novidades, chegamos em casa , Brasília, às 19 horas. Foram quase 2.200 km rodados e gastamos 510 reais de diesel. O maior valor que pagamos pelo combustível foi de 1, 99 reais, por litro.