Devidamento orientados pela família que nos
hospedava, saímos da estação Hampton as 7: 51 da manhã, descemos na de Vaxhall
às 8:29, trocando a linha de trem para a Victoria Line , chegando à estação Euston às
8: 52. Nosso trem para Liverpool saía às 10:07, de modo que tivemos bastante
tempo para comer algo e ainda observar o movimento .
Viajamos pela companhia Virgin TRains (http://www.virgintrains.co.uk/)
, pagando pelo trajeto, de ida e volta, 47 libras, por pessoa. Vale ressaltar
que compramos tudo on-line, do Brasil mesmo, sem nenhuma complicação. Do trem,
pudemos observar que a vegetação inglesa é bem rasteira, recortada por rios,
romântica, bem estilo Jane Austen, daquele filme Amor e Preconceito. Por fim, chegamos
em Liverpool as 12:15.
Ainda bem que o hotel era uma gracinha! Hiper
confortável! Nosso quarto tinha banheira, cama king, bem gostosa e chaleira elétrica,
com chá e café disponível. Aliás, o chá é um dos símbolos nacionais ingleses! Tínhamos
uma vista para a cidade privilegiada! Não vou mentir: a experiência de ficar
com amigos, em outro país, é maravilhosa! Mas, é muito bom ter um tempo só pra
nós!
Como passaríamos apenas uma noite, começamos a desbravar
a cidade. Queríamos chegar no Museu dos Beatles e, neste trajeto, fomos
conhecendo um pouco de Liverpool. Já na saída do hotel, nos deparamos com uns
monumentos incríveis, em homenagem aos homens que “caíram” na segunda Guerra
Mundial.
A cidade é da cor de tijolo aparente, meio
alaranjada, mas muito bonita, com muito verde. O pessoal na rua é muito
educado! Notamos uma grande concentração de pessoas idosas e até pensamos que
não seria uma má idéia se aposentar e morar ali.
Finalmente, chegamos ao Museu dos Beatles, que
ficava em um píer, com vários shoppings e restaurantes. Confesso que, por mais
que gostasse dos 4 fabulosos, assim nomeados na entrada do museu, estava com um pouco de preguiça e com dó de
pagar o valor da entrada, que era 15 L por pessoa. Assim, ficamos apenas na
entrada mesmo.
O píer era muito bonito, mas fazia frio, com um vento que
aumentava a sensação térmica de gelo, o que desestimulava o passeio. Chegamos
ainda perto do mar (não sei se era mar ou rio), mas logo demos meia volta e
procuramos um local fechado, a fim de nos aquecer. Como planejávamos jantar,
fizemos apenas um lanchinho.
Depois, começamos a rodar a cidade e, como de
costume, nos deparamos nas lojas usuais: Primark e sports direct. Com relação a
esta última, uma dica: dê uma passada na seção infanto-juvenil. Como os
adolescentes de lá são muito altos, a gente acaba garimpando muita coisa bonita
e barata. Por exemplo, compramos 2 agasalhos lindos, da Umbro e da Lions Dale,
por 12 libras, cada. No Brasil, sairia por 90 reais, no mínimo. Além das
compras usuais, uma novidade: achamos uma loja de “tudo por 1 libra”, que é um
espetáculo! Os produtos nem se comparam
com os comprados nas de 1,99 no Brasil! Vai de utilidades para casa,
alimentação, artigos pra cachorro, papelaria, livro, etc. Eu comprei tanta
bujinganga: chocolate (em especial “Mars”! Parece um lolo gigante!), bolinha
pra cachorro, bujinganga, adesivo de tirar espinha, etc... Nesta loja, até meu
esposo, que detesta shopping, acabava passando a tarde comprando. Depois, a
gente ficava com uma sensação meio que ruim, de consumista, aliviada, apenas,
pelo fato de terem sido compras que custaram até três vezes mais barato que no
Brasil!
Voltamos para o hotel, enrolamos um pouquinho e
fomos jantar. A partir das indicações do site www.tripadviser.com,
decidi pelo restaurante Puscha (http://www.puschka.co.uk
), que ficava na Rodney Street.
Fomos andando, já que ficava perto do hotel. O
local era hiper moderno, contemporâneo. Chegamos antes das 6, para aproveitar o
“early evening price” ( preço reduzido da tardinha) . O valor é de 19 l, por
pessoa, para um Menu completo ( entrada, prato principal e sobremesa), mais uma
taça de vinho. A comida estava boa, diferente, não chegou a ser extraordinária,
mas gostosa e valeu pelo local, que não era turístico e podemos ver os nativos
de Liverpool. Pagamos 40 L, o casal. O
preço foi um pouco salgado,mas como passaríamos apenas uma noite na
cidade, queríamos aproveitar o melhor que ela pudesse nos oferecer. Enquanto
estava jantando, fiquei pensando o quanto havia planejado ter ido aquele
restaurante , em especial! Como sempre, agradecíamos à Deus, fazendo nossas
orações com o coração cheio de alegria e reconhecimento.
No outro dia, levantamos cedo. Como estava
ventando muito, nem fomos correr. O café da manhã, no hotel, foi muito bom, sem
deixar nada a desejar. As frutas eram tipo em conserva, mas estavam deliciosas.
Tinha umas laranjas esbranquiçadas, que já vinham cortadas: uma delicia. O
cozinheiro fazia os ovos na hora e, como eles gostam de gema mole, pedimos um
pouquinho mais bem passado! Os Paes ingleses são muito saborosos, sem falar nos
bolos! Aproveitamos! A comilança foi tanta, que nem quisemos almoçar.
Depois, como de costume, rodamos a cidade,
compramos mais! (Me senti fútil, mas era tão barato!), comemos comida japonesa
e, já de noitinha, pegamos o trem de volta.
Chegamos em Hamptom- Londres , na casa de
nossos amigos, hiper tarde. Como tínhamos a chave da casa, subimos para o nosso
quarto de fininho, sem fazer barulho, pois todos dormiam. Ainda hoje, me
emociono com este gesto do Aydan, de nos conceder uma cópia da chave de sua
casa, com todos seus pertences, inclusive os mais preciosos, que eram esposa e
filhos. Considero este gesto o “cúmulo da confiança”. Esta ação vale uma
reflexão. Sei que é difícil abrir a porta para quem não conhecemos, mas quando
alguém age assim conosco, contrariando o senso comum, somos obrigados a
repensar nossas prioridades e o quanto somos apegados a coisas que não nos
agregam valor algum, ao contrario, nos limitam em nossos relacionamentos. Sei
que vivemos dias maus, mas a hospitalidade é um fruto do Espírito Santo. Tem
gente no Brasil, inclusive da família, que come e bebe conosco, mas não nos
confiam sequer uma casa de veraneio, na crença de nosso descuido! Não temos
ressentimentos disto e jamais deixaremos de amar pessoa qualquer por nos negarem
algo, porém não pude deixar de dormir com um sorriso nos lábios. Era bom saber
que éramos vistos de forma diferente por pessoas que conviveram conosco por tão
pouco tempo. Aquela família, pela segunda
vez, nos considerava como pessoas dignas, não só de confiança, mas de partilhar
da intimidade deles. Este sentimento constrói e aumenta a estima da gente. Dá
vontade de melhorar, ser e agir melhor, como pessoa, a fim de manter este
crédito!
Acho que dormi com este sorriso nos lábios.
Tanto pelo sentimento de calor humano quanto pela expectativa: daqui dois dias iríamos
para Paris, onde passaríamos quatro noites! O Flavio, inocente, nem sabia que
eu havia comprado dois ingressos para o show do U2, no Stade de France.
Aguardem notícias de como foi!



